quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Enorme Base Da Pirâmide


Quem decide
o que se deve dizer?
e quem respira o ar
dos que expiram veneno?

e quem limpa o suor
dos que exalam rancor
e se entregam ao turpor?
vivem do esplendor
deitam-se e se deleitam
e vivem à espreita
e formam uma seita
do mais suave, cruel e psicodélico.

Nem o mais desenvolvido dos cérebros
poderia pensar em tal calamidade.
Nem a mais audaz das formigas-soldado
poderia levantar folha mais pesada.
Pelo contrário, a observaria, calada
enquanto o vento a carrega pra longe.

E se mete em fila.
E um dedo se intromete.
Gera-se o caos.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O Mundo, Da Calçada.

Ma sai dove vado?
(Sabe aonde vou?)

Aonde?

al Bar. 
a Bere. 
la Birra.

E me sento na cadeira
e me sinto um nullafacente

Vida
Você.
Ele e ela.
Governo.
Até mesmo Futebol.

Inclusive guerras que podem explodir do nada.
Inclusive música e questões metafísicas.

Comunque al bar io ci vado.
E ci andrò per un bel po'

Me falta inspiração.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Bucólico

Vê-se o campo bucólico da burguesia clássica.
já a pós-moderna é um conglomerado:
o campo é o asfalto
o gado é o crédito
e a grama é regulada:
por favor não pise nela
ou pelo que dizem
vai levar porrada.

Esqueça a segunda.
Pois na primeira
abraçaria você
debaixo da árvore
beijaria você
nela nosso nome seria escrito
e ela não seria arrancada!




sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Carnaval/Carnevale

Follia Folle
Folia
Fuleiro
Rala o pé o dia inteiro
Rastafari
Paparazzi
Rock 'n' Roll e brigadeiro
Chapa o coco, o melão

Dou-lhe logo a indicação:
Jontex no baderneiro

Fantasia e alegria
Bebeção, pederastia
Heavy metal, sodomia
Bem no mês de fevereiro
Já em março pega leve
A zoeira ali foi breve
Volta ao triste e ao rotineiro




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Insano

Um dia te ofereço flores
e se não fizerem efeito
me meto um tiro em meio ao peito

Lixo 2


E então, a ruína.
E se o seu desejo é o fim, te digo que é só o início.
E se desejas uma nova idade média, desejo, logo após, um novo iluminismo.
Se levarmos em conta a evolução, Sakaguchi é quase um profeta.

Lixo


Choveu.
E choveu forte.
Sua farda já estava encharcada. Suas botas empapadas com a lama.
Seu cabelo ensopado.
Sua visão ofuscada.
Sua mente enferrujada.
Suas mãos sujas de sangue...
Não à abstração! Voltemos à realidade!
Não eram suas mãos que estavam sujas, era o chão
e a camisa do pobre coitado que recebeu a flagelação pelos seus pecados cometidos.

Aqui não se dão chibatadas, se dão disparos!
E crucificar os loucos? Deixai-os ocupar as estradas!
Flagelos mais sutis, um pouco de populismo!
Deixai-os participar do novo iluminismo.


Friendzone

Amizade
ou rancor?
Amigos até no amor.

Amor perfeito
ou tesão?
Amigos sem nenhuma paixão.

A moeda gira 
e cai em coroa
Unilateral

A moeda gira
e cai em cara
Cara de pau

Pensa em ti
Pensa nela
Pensa no qu'ela pensa de ti.
Um conforto pro ego vibrante,
tal que o outro não possui em si.

Dia Após Dia

Dia após dia.
Flagelo.
Noite após noite.

O mundo diante dos olhos.
Dia após dia.
Empirismo no liquidificador.
Noite após noite.

E o branco ao amanhecer...
Levanta-te e anda!

Dia após dia.
Flagelo.
Rua após rua.
As mesmas de sempre
e se diferentes, nada muda.

Um olhar que se desvia, um abraço que se evita.
Uma relação que nem se inicia.

Céu

O que antes era o fim
se torna o inicio
de um simples 
e infinito conceito.

A linha de fim se torna a linha de partida.

Um brinde ao novo tempo
e ao final de nossos dias. 

Luau

A lua continua ali, imutável.

Ilumina o breu. Lambe a noite de pérola.

A lua está ali, mutável.

Iluminada e obscurecida pelos astros.

Sob forma de foice
serve de guia para os gatunos.
Sob forma de jóia
(em pleno esplendor)
serve de obelisco para os amantes

Lado a lado
inquietos
e quietos

O que querem afinal?
(Uma rima fraca)
Se entregar ao carnaval?
(Uma rima um pouco melhor)
Chorar com canções em Fá menor?

Lado a lado
inquietos
e imutáveis

Pioggia Di Piangere

D'oravanti non so più cosa fare.
Le ho detto tutto e per lei sembra niente.
Non vede il suo cuore che si rallegra.
Non si vuole lasciare andare

dal suo sospetto
sulla verità delle mie parole.
Ancora si racchiude in un ghiacciaio
Aspettando che qualcuno sia freddo allo stesso modo.

E si colpisce e si mette giù ancora
E piange e non si rassegna
Ed aspetta il principe azzurro
E si ferisce e si racchiude ancora

D'oravanti anch'io aspetto
Aspetto che si lasci venire
Non posso più flagellarmi
Aspetto che lasci l'amore uscire

Chi può mai travolgere gli ostacoli del cuore?
Chi lo sa, me lo dica come farlo.
Lo scriverò con le mie unghie sul mio petto
E come regole me le terrò stretto

Ensaio Sobre A Certeza

Sobre o ethos não quero falar
pois ainda há de se ponderar
mas com este ensaio vem o despertar de uma chama
com a leitura anterior do Fedro.
Sente-se a mente como algo mais polido.
Deve-se considerar que é, ainda, fruto da descoberta do significado da ponderação.
Lembrei de uns desenhos animados
nos quais animais pensam e conversam
e em seu pensamento encontram
símbolos católicos de bem e mal
que se metem a dar opinião.

Lembro-me de algumas aulas e faço uma comparação do nosso precioso passado com os dias de hoje:
Recordo-me do parnasiano que procurava a forma perfeita.
Pois veja neste ensaio um pouco de parnasianismo moderno.
Mas só um pouco.
Talvez nada.

Voltando ao assunto do ponderar, elogio a intuitividade, o agir rapidamente.
Deixei-me vagar novamente.

Poema Número Um

Diga-me o que queres 
Se queres o véu da aurora 
Se queres a linha além do oceano 
E te digo que é impossível obtê-la. 

Te dou uma barra de chocolate, 
Uma boa discussão sobre a existência 
e a experiência da essência 
da palavra com A. 

A palavra que você se nega de dizer. 
A mesma que tens medo de escrever. 

Ainda estás ocupada a olhar a lua 
à espera do São Jorge imaculado 
que luta contra a besta eterna 
para estar ao seu lado 

Tens de ter a vontade 
aliada ao sentimento de inércia. 
O sentimento de ser humano 
intrínseco à carne que pede por pecado. 

Cansado da batalha diária pela conquista do ser traidor. 
O brilho da sua lua se encontra na palma de suas mãos 
enquanto deita e adquire conhecimento 
sobre outros traidores 

Então, brinda à babilônia eterna! 
Veste-se de vermelho! 
Figura apocalíptica da sedução! 

Isso não é sobre rima, 
nem sobre amor 
é sobre o nihilismo 
e sobre rancor 

Escreva nosso nome em uma árvore 
e a mesma será arrancada dias depois. 
Ela só existirá, daí então 
no mundo da razão 

A razão que você se nega de usar. 
A mesma que usas para enganar.