quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Lixo


Choveu.
E choveu forte.
Sua farda já estava encharcada. Suas botas empapadas com a lama.
Seu cabelo ensopado.
Sua visão ofuscada.
Sua mente enferrujada.
Suas mãos sujas de sangue...
Não à abstração! Voltemos à realidade!
Não eram suas mãos que estavam sujas, era o chão
e a camisa do pobre coitado que recebeu a flagelação pelos seus pecados cometidos.

Aqui não se dão chibatadas, se dão disparos!
E crucificar os loucos? Deixai-os ocupar as estradas!
Flagelos mais sutis, um pouco de populismo!
Deixai-os participar do novo iluminismo.


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