Diga-me o que queres
Se queres o véu da aurora
Se queres a linha além do oceano
E te digo que é impossível obtê-la.
Te dou uma barra de chocolate,
Uma boa discussão sobre a existência
e a experiência da essência
da palavra com A.
A palavra que você se nega de dizer.
A mesma que tens medo de escrever.
Ainda estás ocupada a olhar a lua
à espera do São Jorge imaculado
que luta contra a besta eterna
para estar ao seu lado
Tens de ter a vontade
aliada ao sentimento de inércia.
O sentimento de ser humano
intrínseco à carne que pede por pecado.
Cansado da batalha diária pela conquista do ser traidor.
O brilho da sua lua se encontra na palma de suas mãos
enquanto deita e adquire conhecimento
sobre outros traidores
Então, brinda à babilônia eterna!
Veste-se de vermelho!
Figura apocalíptica da sedução!
Isso não é sobre rima,
nem sobre amor
é sobre o nihilismo
e sobre rancor
Escreva nosso nome em uma árvore
e a mesma será arrancada dias depois.
Ela só existirá, daí então
no mundo da razão
A razão que você se nega de usar.
A mesma que usas para enganar.
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