quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Poema Número Um

Diga-me o que queres 
Se queres o véu da aurora 
Se queres a linha além do oceano 
E te digo que é impossível obtê-la. 

Te dou uma barra de chocolate, 
Uma boa discussão sobre a existência 
e a experiência da essência 
da palavra com A. 

A palavra que você se nega de dizer. 
A mesma que tens medo de escrever. 

Ainda estás ocupada a olhar a lua 
à espera do São Jorge imaculado 
que luta contra a besta eterna 
para estar ao seu lado 

Tens de ter a vontade 
aliada ao sentimento de inércia. 
O sentimento de ser humano 
intrínseco à carne que pede por pecado. 

Cansado da batalha diária pela conquista do ser traidor. 
O brilho da sua lua se encontra na palma de suas mãos 
enquanto deita e adquire conhecimento 
sobre outros traidores 

Então, brinda à babilônia eterna! 
Veste-se de vermelho! 
Figura apocalíptica da sedução! 

Isso não é sobre rima, 
nem sobre amor 
é sobre o nihilismo 
e sobre rancor 

Escreva nosso nome em uma árvore 
e a mesma será arrancada dias depois. 
Ela só existirá, daí então 
no mundo da razão 

A razão que você se nega de usar. 
A mesma que usas para enganar. 

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