quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O contrário do Epicuro

Seria um erro não admitir que o meu erro
foi sempre achar que tudo se resolve sozinho,
mas ter alguém é impossível, pois não me acontento
com um só momento.

A alegria é passageira, a tristeza é garantida
e o tempo, então, me revela que o drama
não se há só na novela.

Mais fácil milhares de pássaros voando do que um
ser humano em meus braços.

sábado, 24 de agosto de 2013

Deixei de fazer minha barba por ela


Eu deixei de fazer minha barba por ela
e ela nem percebeu
No fim das contas o besta aqui
foi aquele que se fudeu

Baixei seu filme preferido
e ela nem aí
"Você é super legal.
Não é com você que eu quero sair

Meus dias são estes, são estes sem você.
Não é com você que eu quero viver."

Deixei de fazer minha barba por ela
e ela nem tchum
"Você pra mim ofereceria tudo
E eu a ti não daria um pum

Sério, eu até me preocupo por ti
Mas contigo não vou à lugar algum"

Deixei de fazer minha barba por ela
Mas hoje ela já está bonita
Cada fio equivale a algo que eu disse
que está dentro de stua cabecita!

Baixei sua banda preferida
e ela: "Que bacana!
"Você é até bonitinho,
pena que é um banana

Fica bem, até te dou uma moralzinha
Tu é só mais um nome dentro dessa caixinha"

Dá vontade de largar tudo
e passar a ser um canalha,
vagabundo sem rumo mesmo.
(Pena que acho isso mó palha.)





segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Extra! Receita do texto com sentido!

Vou tentar começar assim:
O amor físico é mais fácil
O racional é platônico
Não deu certo.

Precisamente posicionarei pensamentos prolixos,
perdidos por paredes postas de maneira qualquer
dentre os limites abstratos de minha mente
por progenitores baseados em suas
conclusões empíricas pessoais (ou não),
aqui, nesta plataforma,
com a finalidade de exprimir o que se passa.

Exige-se cautela parnasiana!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

quarta-feira, 26 de junho de 2013

admiravel poema novo

Lenina Crowne, és alfa, beta ou gama?
Do uniforme não se percebe o invólucro nos confunde.
Por fora Lenina, por dentro Senhorita Manhattan.

a femme fatale no protesto

Manifesta seu silêncio e sua indiferença.
Depreda meus átrios e ventrículos.
Escreve cartazes de repúdio ao meu sistemático amor.

terça-feira, 25 de junho de 2013

surpresa amem

qual foi a ultima vez que fui surpreendido
quando o povo foi para as ruas

juro me surpreendeu

preciso de surpresa de algo que faça me levantar o astral
nao adianta nada achar o equilibrio estando la em baixo
em baixo achas o equilibrio em baixo permanecerás

a vizinha ta falando que a paz de jesus transforma enche de paz traz muitas vitorias

amém

segunda-feira, 24 de junho de 2013

não foi o gigante

sabe o que acordou?
a minha vontade de dormir mais

está criada a pagina do Estranho Divago no site mais polemico do milenio

sim entre no site mais polemico do milenio chamado facebook
lá está criada a pagina do blog estranho divago
clique no botao chamado curtir e vc ira ficar vendo atualizaçoes e outras coisas

aqui está o link

http://www.facebook.com/estranhodivago

cinemas também vêm de dentro

partiu filminho se pá.
se pá tbm mais
filminhos mentais

em algum lago bonito

pedaço de azulejo que voa
na boa
e depois chega e bate n'água
sério
aí o certo seria o quê? afundar né?
claro
mas é excepcional ele ricocheteia!
doideira
e no impulso continua em frente mesmo
e bate mais duas três vezes em fina camada
até o conforto encontrar
e ao fundo ir se deixar

r.i.p

Aqui jaz o último dos poemas
D'oravante não é mais verso; é só coração e mente.

domingo, 23 de junho de 2013

eu hein parece que ta loko escrevendo poeminha bonitinho


fixo
distante
abnorme e intragável
em nuvem dispersas uma alusão a um olhar
uma semelhança quase metafórica
aos fios dos dias como cabelos ao vento
o perfume da manhã é o teu

palhaço cabrero para de escrever merda
essas coisas nao funcionam mais hoje em dia nao seu babaca
eu hein

o rouxinol cantou na primavera na aurora o vale fez o canto ecoar

nao é inédito e é surreal
melodias mudas versos vazios
estradas esquecidas pedestres perdidos
satisfatório inesperado
três rouxinois lado a lado
levando a calma o canto caseiro
de domo natura o lençol brasileiro
a parada não para o padeiro também
o panino assado é mais caro meu bem
e de cima o teor o limite esbanjado
de baixo o grito a causa o finado
o recém nascido desacordado

sexta-feira, 21 de junho de 2013

poesia em latim errado escrita ao ouvir haggard

aeterna solutionem
existist non
aequa sensibilitate
nulla inertia
traditionem contraditio
gaiae populum
per aspera ad astra
ad inferi
ad infinitum

sobre poesia atual e musica

você já cresceu não le mais poesia
poesia é coisa de criança que nao entendeu a vida
analogia do socrático eterno aprendiz
que não aprende nada é o que se diz


foi a gota d'água eu sei sempre teve razão
o que você fez agora dentro de tentação
a letra é bem bonita condiz com a realidade
quem entender a alusão merece um aperto de mão

ao tempo

e tudo o que se passou em vao
tudo o que passou passa com outro nao da nada
da nada nao fi nada nao mo
relaxa
é nois memo fmz nos fecha qqr hora
so na hora que vc me der bola me namora
esquece a hora hora de nunca
faz a face da esnobe nessa espelunca
diz o verso que eu espero te dou nojo
ligo nao eu ligo sempre eu nao esqueço e deveria
paralizar o dia entender o padrao
traduzir o refrao do dia e então
seguir em frente pé direito esquerdo não
os dois pés ao mesmso tempo
reto progresso tempo ao vento
ao tempo

Sangue

Sangue. Não quero ver. Odeio.
Odeio sangue. Odeio filme de terror.
Pavor.
Por favor somente amor por favor
somente amor por favor somente
amor por favor só amor só me
devolve o amor só devolve o amor
só me permite amar me dá
o amor de volta o que te dei e
ofereci me devolve me dê de
volta o amor olha nos meus olhos
me dá
me dá o amor eu só quero amor!!!

inacabado

Não vou sujar minha mão não abro mão dos meus desejos!
Eu quero vida quero o toque o cheiro a cor o beijo a sina de te ter
quero o corpo a alma o soro pro meu ser!
Quero o sibilo no ouvido quero os lábios para saciar, e palavras de amor para proferir e

Apolo

Apolo porque tao cego para com
o presente
Porque tão indiferente?
Oraculiza o próprio presente não o futuro por favor seu bosta
olhos antes da mente antes da boca antes ou depois do tato não importa

Apolo e Dafne

De uma porta o poeta sai
a pregar boas novas
a urgência se dissipa
modifica o atual
enredado em aparências
diga o dia irá mudar
digo o sempre vira não
digeriu o animal

coração que não me bates
em Apolo vejo a mim
vejo em uma então a Dafne
mas não há louro no fim

não há nada se Prometeu não promete o fogo
Prometeu inclusive injusto:
Natural o de alguns reprimido o de outros

TECLA

na mesma tecla
o ser humano bate
nao bate nao
bate sim eu sou um
nao bate nao eu nao vejo
confusão

bate não não sei não
bate sim vejo algum
mas nao sei de nenhum

bate tanto que some
bate pouco e remane
nunca bate inexiste
bate nunca!!!
NÃO É TECLA É SER!
NÃO É OBJETO NÃO POSSO TER
MAGNÂNIMA INSATISFAÇÃO
PARADISÍACA INFERNAL FALTA DE ATENÇÃO

O Despertar Do Povo E Suas Índoles

o povo acordou
e cada um é cada um
cada um é um indivíduo cada um tem sua história e seus aprendizados e costumes
o povo como um todo tem requerimentos em comum e isso é o que cria a base de uma sociedade
mas para o povo viver em sociedade, deve ser educado para fazer parte dela
não existe uma sociedade que é criada sem ser dadas suas regras, não uma sociedade moderna
aonde tudo vem de todos os lugares e tudo que vemos tem origens e histórias bem definidas.

o que despertou o povo?

alguns dirão que é a mídia, outros dirão que foi um despertar natural, outros dirão que foram as exigências do próprio povo.
o que tenho a dizer sobre isso é que isso acontece desde os primórdios da civilização
já o vimos na grécia antiga e em roma
o povo despertou a si mesmo e até mesmo a mídia faz parte e é um reflexo do povo!

mas este despertar também é o despertar das índoles de cada um
observando um movimento que no início segue um fluxo mas depois vai se dividindo, fazendo com que um bloco inicial de mobilização vai acabar resultando em diversas conclusões, como reivindicações legais, destruições, pichações, saques, festa, revolta, prostituição.

nesse meio há de se levar em consideração a verdadeira identidade do povo brasileiro! muitos exaltam a própria bandeira e muitos a refutam!

pois vou aproveitar e deixar um pequeno adendo sobre os manifestos da assim dita "esquerda":
acalmem-se. o brasil é o brasil de qualquer jeito. o que está ser reivindicado pelas mãos de alguns movimentos ideológicos, as vezes, pensa no povo brasileiro considerando a situação atual do país, como uma progressão do que já acontece. mas o que acontece não é a condizível com a verdadeira identidade brasileira, e sim ideologias usadas em outros países injetadas por alguns partidários.
como mudar o problema da corrupção sendo que somos os filhos da mesma?
simplesmente pedir que a corrupção seja considerado crime hediondo não levaria a um estágio diferente de corrupção? pois isso se vê por todos os lados da política.
o bem social é o mais importante, mas o bem social de verdade: o debate! a discussão! para entendermos melhor cada indivíduo! não considerar que todos pensamos da mesma maneira e então fazer com que todos sigam uma mesma linha de raciocínio, mas sim entender até que ponto nossos raciocínios são os mesmos para que, assim, descobrirmos qual a linha de raciocínio real do povo brasileiro, para que finalmente se possa ter comunhão entre todos nós.

assim, com a identidade consolidificada do brasileiro, é que se pode dizer que o gigante estaria verdadeiramente acordado e pronto para agir!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Divago


Ainda olho para o céu novamente
e o mesmo reflete o mar que o reflete
E minha mente reflete o que vejo, o que se sente

Um espelho de múltiplas facetas
um prisma de várias cores insaturadas
Uma gaiola de mil almas abandonadas

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Enorme Base Da Pirâmide


Quem decide
o que se deve dizer?
e quem respira o ar
dos que expiram veneno?

e quem limpa o suor
dos que exalam rancor
e se entregam ao turpor?
vivem do esplendor
deitam-se e se deleitam
e vivem à espreita
e formam uma seita
do mais suave, cruel e psicodélico.

Nem o mais desenvolvido dos cérebros
poderia pensar em tal calamidade.
Nem a mais audaz das formigas-soldado
poderia levantar folha mais pesada.
Pelo contrário, a observaria, calada
enquanto o vento a carrega pra longe.

E se mete em fila.
E um dedo se intromete.
Gera-se o caos.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O Mundo, Da Calçada.

Ma sai dove vado?
(Sabe aonde vou?)

Aonde?

al Bar. 
a Bere. 
la Birra.

E me sento na cadeira
e me sinto um nullafacente

Vida
Você.
Ele e ela.
Governo.
Até mesmo Futebol.

Inclusive guerras que podem explodir do nada.
Inclusive música e questões metafísicas.

Comunque al bar io ci vado.
E ci andrò per un bel po'

Me falta inspiração.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Bucólico

Vê-se o campo bucólico da burguesia clássica.
já a pós-moderna é um conglomerado:
o campo é o asfalto
o gado é o crédito
e a grama é regulada:
por favor não pise nela
ou pelo que dizem
vai levar porrada.

Esqueça a segunda.
Pois na primeira
abraçaria você
debaixo da árvore
beijaria você
nela nosso nome seria escrito
e ela não seria arrancada!




sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Carnaval/Carnevale

Follia Folle
Folia
Fuleiro
Rala o pé o dia inteiro
Rastafari
Paparazzi
Rock 'n' Roll e brigadeiro
Chapa o coco, o melão

Dou-lhe logo a indicação:
Jontex no baderneiro

Fantasia e alegria
Bebeção, pederastia
Heavy metal, sodomia
Bem no mês de fevereiro
Já em março pega leve
A zoeira ali foi breve
Volta ao triste e ao rotineiro




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Insano

Um dia te ofereço flores
e se não fizerem efeito
me meto um tiro em meio ao peito

Lixo 2


E então, a ruína.
E se o seu desejo é o fim, te digo que é só o início.
E se desejas uma nova idade média, desejo, logo após, um novo iluminismo.
Se levarmos em conta a evolução, Sakaguchi é quase um profeta.

Lixo


Choveu.
E choveu forte.
Sua farda já estava encharcada. Suas botas empapadas com a lama.
Seu cabelo ensopado.
Sua visão ofuscada.
Sua mente enferrujada.
Suas mãos sujas de sangue...
Não à abstração! Voltemos à realidade!
Não eram suas mãos que estavam sujas, era o chão
e a camisa do pobre coitado que recebeu a flagelação pelos seus pecados cometidos.

Aqui não se dão chibatadas, se dão disparos!
E crucificar os loucos? Deixai-os ocupar as estradas!
Flagelos mais sutis, um pouco de populismo!
Deixai-os participar do novo iluminismo.


Friendzone

Amizade
ou rancor?
Amigos até no amor.

Amor perfeito
ou tesão?
Amigos sem nenhuma paixão.

A moeda gira 
e cai em coroa
Unilateral

A moeda gira
e cai em cara
Cara de pau

Pensa em ti
Pensa nela
Pensa no qu'ela pensa de ti.
Um conforto pro ego vibrante,
tal que o outro não possui em si.

Dia Após Dia

Dia após dia.
Flagelo.
Noite após noite.

O mundo diante dos olhos.
Dia após dia.
Empirismo no liquidificador.
Noite após noite.

E o branco ao amanhecer...
Levanta-te e anda!

Dia após dia.
Flagelo.
Rua após rua.
As mesmas de sempre
e se diferentes, nada muda.

Um olhar que se desvia, um abraço que se evita.
Uma relação que nem se inicia.

Céu

O que antes era o fim
se torna o inicio
de um simples 
e infinito conceito.

A linha de fim se torna a linha de partida.

Um brinde ao novo tempo
e ao final de nossos dias. 

Luau

A lua continua ali, imutável.

Ilumina o breu. Lambe a noite de pérola.

A lua está ali, mutável.

Iluminada e obscurecida pelos astros.

Sob forma de foice
serve de guia para os gatunos.
Sob forma de jóia
(em pleno esplendor)
serve de obelisco para os amantes

Lado a lado
inquietos
e quietos

O que querem afinal?
(Uma rima fraca)
Se entregar ao carnaval?
(Uma rima um pouco melhor)
Chorar com canções em Fá menor?

Lado a lado
inquietos
e imutáveis

Pioggia Di Piangere

D'oravanti non so più cosa fare.
Le ho detto tutto e per lei sembra niente.
Non vede il suo cuore che si rallegra.
Non si vuole lasciare andare

dal suo sospetto
sulla verità delle mie parole.
Ancora si racchiude in un ghiacciaio
Aspettando che qualcuno sia freddo allo stesso modo.

E si colpisce e si mette giù ancora
E piange e non si rassegna
Ed aspetta il principe azzurro
E si ferisce e si racchiude ancora

D'oravanti anch'io aspetto
Aspetto che si lasci venire
Non posso più flagellarmi
Aspetto che lasci l'amore uscire

Chi può mai travolgere gli ostacoli del cuore?
Chi lo sa, me lo dica come farlo.
Lo scriverò con le mie unghie sul mio petto
E come regole me le terrò stretto

Ensaio Sobre A Certeza

Sobre o ethos não quero falar
pois ainda há de se ponderar
mas com este ensaio vem o despertar de uma chama
com a leitura anterior do Fedro.
Sente-se a mente como algo mais polido.
Deve-se considerar que é, ainda, fruto da descoberta do significado da ponderação.
Lembrei de uns desenhos animados
nos quais animais pensam e conversam
e em seu pensamento encontram
símbolos católicos de bem e mal
que se metem a dar opinião.

Lembro-me de algumas aulas e faço uma comparação do nosso precioso passado com os dias de hoje:
Recordo-me do parnasiano que procurava a forma perfeita.
Pois veja neste ensaio um pouco de parnasianismo moderno.
Mas só um pouco.
Talvez nada.

Voltando ao assunto do ponderar, elogio a intuitividade, o agir rapidamente.
Deixei-me vagar novamente.

Poema Número Um

Diga-me o que queres 
Se queres o véu da aurora 
Se queres a linha além do oceano 
E te digo que é impossível obtê-la. 

Te dou uma barra de chocolate, 
Uma boa discussão sobre a existência 
e a experiência da essência 
da palavra com A. 

A palavra que você se nega de dizer. 
A mesma que tens medo de escrever. 

Ainda estás ocupada a olhar a lua 
à espera do São Jorge imaculado 
que luta contra a besta eterna 
para estar ao seu lado 

Tens de ter a vontade 
aliada ao sentimento de inércia. 
O sentimento de ser humano 
intrínseco à carne que pede por pecado. 

Cansado da batalha diária pela conquista do ser traidor. 
O brilho da sua lua se encontra na palma de suas mãos 
enquanto deita e adquire conhecimento 
sobre outros traidores 

Então, brinda à babilônia eterna! 
Veste-se de vermelho! 
Figura apocalíptica da sedução! 

Isso não é sobre rima, 
nem sobre amor 
é sobre o nihilismo 
e sobre rancor 

Escreva nosso nome em uma árvore 
e a mesma será arrancada dias depois. 
Ela só existirá, daí então 
no mundo da razão 

A razão que você se nega de usar. 
A mesma que usas para enganar.